Tesouro RendA+: o que não te contaram sobre o investimento

O novo título do Tesouro, o Tesouro RendA+, não é mais novidade para ninguém. Mas ainda podem existir dúvidas sobre o funcionamento do título focado na previdência complementar e algumas informações sobre o papel que não são de conhecimento geral.

Para esclarecer o investidor sobre o título, nós realizamos uma entrevista especial com o Paulo Moreira Marques, o Coordenador de Planejamento Estratégico da Dívida Pública, que contou como foi a criação do novo título e alguns detalhes sobre o seu funcionamento.

Vem acompanhar a entrevista completa.

Conheça os detalhes sobre o Tesouro Renda+.

Tesouro RendA+: o que não te contaram sobre o novo investimento

CM: Como surgiu a ideia do Tesouro Renda+?

Paulo Marques: A gente estuda a demanda dos nossos investidores para aperfeiçoar o Tesouro Direto. Dentro disso nós percebemos que havia uma demanda por um título com característica de previdência, então montamos um grupo dentro do Governo Federal em que estudamos as características, o que poderia ser feito e como aproveitar o título público para fazer isso.

Durante esse estudo, encontramos um paper do Robert Merton, que ganhou o prêmio Nobel de economia em 1997. Nesse artigo ele traz o conceito de usar um título público, dado o risco soberano, que está por traz do risco de crédito – o mais baixo que você tem na economia – como uma opção simples para investimentos voltados ao plano de previdência complementar.

Então, o grande ganho desse titulo é a simplicidade. Tentamos trazer um título que fosse muito simples para qualquer brasileiro que procura algum produto para complementar a sua aposentadoria.

E aqui eu reforço o conceito de complementar, por que antes do Tesouro Renda+, uma previdência por meio do INSS é muito importante. Pois possui outros benefícios como seguro, é subsidiado e tem uma rentabilidade muito atrativa. A gente está falando para aqueles que já contribuem com o INSS e querem complementar a renda por meio de um produto que seja simples.

Essa foi a nossa motivação, a gente percebeu que há uma complexidade muito grande, não só no Brasil, de produtos de previdência complementar. Com regras tributárias diferentes, decisões que você tem que fazer no momento de escolher por um título e os custos também podem ser elevados.

Então a gente tentou trazer um produto que minimizasse essas características, na verdade, várias delas nem existem no Tesouro RendA+ para tornar ainda mais simples para as pessoas que procuram um produto que ofereça uma previdência complementar no futuro.

CM: Os aportes são mensais, mas o investidor precisa entrar todo mês para fazer um novo aporte ou há débito automático?

Paulo Marques: Você escolhe a forma como quer investir, não há obrigatoriedade de investir todo o mês.

Há a possibilidade de fazer um agendamento e realizar um investimento todos os meses. A gente aconselha isso, que as pessoas tenham um planejamento de médio e longo prazo, ainda mais que estamos falando de um produto de longo prazo.

Mas o investidor pode investir quando ele tiver dinheiro. Ele pode investir hoje e deixar passar um tempo ou ele pode fazer um aporte inicial maior, que a gente recomenda bastante, já que quanto mais você põe no inicio mais a lógica do juros compostos trabalha a seu favor, potencializando o rendimento no futuro.

Então o investidor escolhe a forma como ele quer fazer o aporte e para definir o quanto será esse aporte é preciso responder só duas perguntas: quando ele quer aposentar e qual a renda que ele quer no futuro.

Com essas duas informações a gente indica o título e quanto ele precisa comprar desse título. E ainda fala o quanto é necessário investir mensalmente para alcançar essa meta.

E como é projetada essa renda para o investidor no futuro? A gente não precisa projetar, como o valor é corrigido automaticamente pela inflação, o valor que mostramos – que já foi conquistado a partir dos investimentos realizados – já representa o mesmo poder de compra que ele terá no futuro.

Se eu estou falando para ele que vai ter uma renda de R$2000 mensais no futuro por 20 anos, essa renda vai ser diferente no futuro, mas vai representar o mesmo poder de compra.

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CM: Os aportes realizados pelo investidor vão sempre para o mesmo título com a mesma taxa pré-fixada?

Paulo Marques: A lógica é muito parecida com o que a gente já tem no Tesouro Direto, nós indicamos um título com um vencimento específico, com aquela data de conversão pro fluxo mensal de renda.

O ideal é que se o investidor está se planejando para receber durante aqueles 20 anos, ele foque no título com a mesma data de vencimento, ele compre e invista até a data de conversão. Mas ele também tem a possibilidade de comprar outros títulos.

O investidor sempre compra ao preço e a taxa de mercado, então, por exemplo, hoje se eu fizer um investimento, a taxa que eu estou pegando está a 6,20%, algo assim, amanhã se eu fizer um novo investimento será outra taxa.

E o investimento no final será uma composição de todas essas compras dado as taxas que foram contratadas, então é o preço de mercado, a taxa de mercado no momento que você está investindo.

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CM: E com relação a tributação do Imposto de Renda, a alíquota cai em cima dos pagamentos mensais ou quando o título vencer é feita a cobrança do montante completo?

É como os outros títulos do Tesouro Direto. A alíquota será aplicada só sobre a rentabilidade, levando em consideração sempre o momento em que você fez o investimento.

É proporcional, se eu fiz o investimento há menos de um ano, vai ser um alíquota para aquele investimento, mas os aportes que já foram feito há muito tempo vão cair na alíquota de 15%.

A alíquota é aplicada sobre a rentabilidade que você tem no seu fluxo mensal. Toda parcela que você recebe mensalmente, tem uma parcela de amortização – ou seja, uma parte do dinheiro que você investiu – uma parte de correção para a inflação e a outra parte é os juros reais que você contratou, você só vai pagar em cima dessa parcela relacionada aos rendimentos (inflação e juros reais).

CM: Em caso de falecimento do contratante do título, ele segue para inventário ou é possível transferir o título para outra pessoa?

Segue a mesma regra dos demais títulos públicos do Tesouro direto, segue por inventário, vai para o espólio e aí são as mesmas regras relacionadas as divisões de patrimônio que tem posteriormente.

Assista o conteúdo completo sobre o Tesouro RendA+ no Youtube da CM.

Aulão sobre Tesouro RendA+

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