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Descubra quais as diferenças entre open banking e open finance

Não tem mais volta, a tecnologia tomou conta de diversos setores e, no financeiro, isso não seria diferente. Hoje, percebemos uma maior inclusão do digital em diversos processos bancários, incluindo o pagamento de contas, as transferências e os investimentos.

Neste contexto, encontramos dois movimentos responsáveis pelos próximos passos das instituições financeiras: Open Banking e Open Finance. Dois sistemas que prometem transformar a maneira como os dados financeiros são compartilhados. 

Para ajudar você a entender como eles mudarão a forma que lidamos com dinheiro, colocamos, aqui, tudo o que você precisa saber. Continue a leitura!

O que é Open Banking e Open Finance?

Ambos são sistemas acessíveis organizados pelo Banco Central e que têm o intuito de tornar o setor mais aberto. No Open Banking, por exemplo, a ideia é permitir que as instituições tenham acesso às informações e aos meios de pagamento dos consumidores de forma que seja possível utilizá-los para oferecerem seus serviços.

Basicamente, uma pessoa que tem uma conta no banco X pode contratar determinado serviço do banco Y, sem que seja necessário abrir uma conta. No entanto, é bom frisar que o compartilhamento das informações só será permitido quando o cliente autorizar.

Agora, no Open Finance, as possibilidades ficam maiores. Poderíamos dizer que se trata de uma evolução do Open Banking, inclusive, sendo a última fase desse sistema. Nele, além de os bancos e de outros tipos de instituições financeiras terem acesso aos dados, organizações poderão também compartilhar os dados dos consumidores (mediante a autorização) de modo que será possível oferecer produtos financeiros de acordo com o perfil da pessoa.

Quando o Open Finance começa?

Existem alguns passos para a implementação desse sistema. Dividido em quatro fases, o objetivo é que até dezembro de 2021 ele esteja completamente implementado. Vamos entender como cada uma funciona a seguir!

Fase 1

Iniciada em fevereiro, dados de canais de atendimento, produtos e serviços de instituições bancárias são compartilhados. Ainda não há compartilhamento das informações dos clientes.

Fase 2

A partir de agosto de 2021, os clientes passam a consentir ou não em compartilhar seus dados cadastrais e suas informações financeiras com as instituições.

Fase 3

A fase 3 aconteceu no fim de agosto. Serviços de transação e propostas de operação de crédito começaram a funcionar sobre o sistema Open Finance.

Fase 4

Na última fase, prevista para acontecer em 15/12, mais dados de produtos financeiros são compartilhados, além das informações bancárias.

Quais são as diferenças entre esses termos?

Ambos representam um grande passo para o setor financeiro e, também, para os consumidores. Afinal, eles garantem mais oportunidades de negócio e acesso a produtos e serviços diferenciados, sem a necessidade de se estar preso a um banco. Porém, há diferenças entre eles.

O Open Banking é bem mais restrito, funcionando para as instituições financeiras e seus clientes. Os dados são compartilhados de forma padronizada, assim como os pagamentos e as propostas de crédito.

Já o Open Finance será bem mais aberto. As informações poderão ser compartilhadas por outros tipos de serviços do mercado. Por exemplo, um histórico de pagamentos seria usado para conseguir mais crédito em uma empresa de empréstimo, ou uma corretora de investimentos ofereceria determinada aplicação sem a necessidade de cadastro.

Quem será beneficiado com a implementação do sistema financeiro aberto?

As vantagens atingem não só as instituições, como também os clientes e o mercado de uma maneira geral. De fato, essa é uma iniciativa que aperfeiçoará sistemas de dados e garantirá a setores como o marketing mais informações para criarem a proposta certa para os consumidores. Vamos entender com mais detalhes o que realmente muda. Acompanhe!

Clientes

É evidente que os clientes terão um alcance maior a serviços, de uma forma muito mais rápida. Nada de fazer cadastros para conseguir acessar apenas um serviço, por exemplo. Em termos de dados, é importante destacar que o Banco Central supervisionará o processamento das informações pelas empresas.

O objetivo é garantir a segurança e o sigilo bancário dos clientes, até porque uma das premissas do Open Finance é que as informações pertencem ao usuário, não à instituição que o registrou. Sendo assim, ele pode autorizar quem quiser utilizá-las.

Instituições financeiras e de pagamento

Para as instituições, é um grande passo para melhorar a competitividade, uma vez que elas terão acesso às informações que só seus concorrentes tinham e poderão utilizá-las em suas estratégias.

Além disso, elas poderão investir em parcerias com outras empresas, definindo planos de marketing e serviços em conjunto para atrair determinado perfil. Elas terão acesso a informações completas sobre o comportamento e conseguirão entender quem é aquele consumidor e do que ele precisa.

Mercado

Quando se trata de mercado, o Open Finance traz uma importante vantagem que é abrir mais o leque para a atuação dos serviços financeiros. Como falamos no tópico anterior, isso afeta a competitividade e pode indicar uma mudança nos modelos de negócio.

O varejo, por exemplo, sofrerá um grande impacto e terá que desenvolver serviços mais personalizados. Também, para a maioria das empresas, será necessário um bom investimento em gestão de dados e segurança. Com a regulamentação do Open Finance, essas companhias terão que investir em mais recursos para garantir que as informações não sejam vazadas ou utilizadas de forma errada.

Tratamento de Dados

Por fim, um dos setores que mais serão impactados é definitivamente a gestão de dados. Afinal, esse é um serviço que é cada vez mais comum para as empresas. E ele está o tempo todo lidando com nossos dados.

Nesse quesito, os usuários devem ter atenção redobrada em relação a como suas informações são compartilhadas e agora, mais do que nunca, utilizar a liberdade do Open Banking e Open Finance para tomar decisões sobre quem poderá utilizá-las.

É o poder de controlar o que as empresas sabem de você e o que elas poderão usar para melhorar a relação. É também ter a noção de que seus dados, independentemente de quem os registra, são seus. Assim, você deve ter o controle.

Ao longo deste texto, você pôde conhecer o que é Open Banking e Open Finance e como esses sistemas revolucionarão a maneira como lidaremos com o nosso dinheiro e contrataremos serviços. Utilize todo esse conhecimento valioso a seu favor!

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