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Saiba quais os principais títulos públicos e entenda como escolher a melhor opção

Não deve ser um processo difícil escolher a melhor opção quando se trata de títulos públicos. Claro, a decisão dependerá de qual é o propósito do investidor e, muitas vezes, vão além de definir o seu perfil. Já que, por mais que sejam de renda fixa, podem estar atrelados a índices mais voláteis que garantem um pouco mais de retorno e risco.

A grande questão é o que avaliar na hora de escolher a melhor alternativa? Bem, além de ser necessário conhecer quais são as opções, entender as suas características é muito importante.

Por isso, neste texto, vamos apresentar quais são os títulos públicos e como tomar a melhor decisão! Confira!

Quais são os principais tipos de títulos públicos?

Se você não sabe, títulos públicos representam opções de investimento de renda fixa, atreladas ao governo. Isto é, são títulos emitidos pelo Tesouro Nacional como forma de captar recursos para a infraestrutura, educação e saúde do país. 

Eles ficam disponíveis no site do Tesouro Direto e ao comprar um título, é como se o investidor emprestasse dinheiro para o Governo recebendo em troca uma “promessa” de resgatar o valor mais juros após o vencimento. Existem três tipos de títulos disponíveis: prefixados, tesouro Selic e IPCA.

Prefixados

Esse é o tipo de título baseado em uma taxa pré definida na hora da compra. Sendo assim, o investidor já sabe qual é a porcentagem que a aplicação renderá ao longo do tempo e pode calcular o que receberá no vencimento.

Existem dois tipos:

  • o prefixado em que o valor pago só acontece no vencimento;
  • os de juros semestrais em que os juros são pagos a cada seis meses e o valor investido é pago no vencimento.

Tesouro Selic

Essa é a opção mais popular quando falamos de títulos públicos, é uma alternativa que funciona bem para quem está começando e procura algo melhor que a poupança. Seu rendimento se baseia em 100% da taxa Selic do momento, descrito como pós-fixado.

Ele também tem uma alta liquidez, já que é possível resgatar o dinheiro antes de o vencimento sem ter que pagar imposto. Na plataforma do Tesouro Direto, ele é encontrado com a sigla LFT.

Tesouro IPCA

Esse se difere dos outros, pois acompanha a inflação, especificamente, o seu índice que é o IPCA, além de ter uma porcentagem fixa. Logo, o seu ganho é sempre atrelado ao valor da inflação do momento mais taxa, por isso, também é conhecido como pós-fixado. É bastante comum encontrar títulos descritos como IPCA + 3%, por exemplo.

Porém, é preciso deixar a quantia até o vencimento, em caso de fazer o resgate antes, o investidor poderá ser prejudicado pelas variações do momento. Além disso, assim como o prefixado, o IPCA também é dividido em dois:

  • o primeiro paga os rendimentos no final do vencimento;
  • o outro, paga semestralmente até o vencimento, oferecendo juros a cada seis meses.

É uma boa alternativa para quem quer resultados a longo prazo.

Como escolher a melhor alternativa?

Não pense que apesar do fácil acesso, não seja necessário determinar alguns parâmetros para escolher a melhor alternativa. Como qualquer investimento, os títulos públicos vão depender do seu objetivo e até mesmo do seu suporte a risco. Vamos entender a seguir o que avaliar. Continue!

Atenção ao seu perfil de investidor

O perfil do investidor é bastante comentado em diversos canais de investimentos, pois, é um dos primeiros passos para conhecer os seus limites. Quando se trata de investimentos, entender até onde você consegue chegar, ou melhor, suportar é fundamental para evitar traumas.

Basicamente, os três tipos de perfis (arriscado, moderado e conservador), estão atrelados ao seu suporte de risco. O primeiro, além de ser um investidor que conhece bem o mercado, é alguém que tem uma alta tolerância.

 Já o segundo, é alguém mais equilibrado, aguenta muito mais que o conservador, mas não aposta toda a sua carteira. Enquanto o último, são pessoas que estão no começo ou não têm suporte a riscos. Optando, geralmente, por investimentos menos voláteis, como os de renda fixa.

Observe seus próprios objetivos

Atrelado ao risco que pode suportar, está o que o investidor pretende ao investir. É ter uma poupança? É viver de renda em um futuro próximo? É para a sua aposentadoria? Definir em que lugar quer estar é fundamental para determinar as suas estratégias e escolher aplicações que façam você chegar mais rápido em seu objetivo.

Por exemplo, o Tesouro Selic pode funcionar como uma poupança ou para emergências, justamente pela sua alta liquidez. Enquanto, o tesouro prefixado e o IPCA podem ser ideal para objetivos de longo prazo, para acumular e viver de renda.

Fique atento ao imposto

Nem tudo são flores quando falamos sobre títulos públicos. Esses investimentos são tributados por dois impostos: o de renda e o IOF. Aliás, a maioria das aplicações de renda fixa possui alguma cobrança desse tipo.

De maneira geral, a cobrança do IR é pela tabela regressiva, ou seja, quanto mais tempo você deixar o título rendendo, menos você pagará. O percentual cai sobre o valor total (investimento + lucros).

A alíquota é:

até 180 dias = 22,5%

de 181 a 360 dias = 20%

de 361 a 720 dias = 17%

acima de 720 dias = 15%

Já o IOF vai depender do tempo em que o dinheiro ficará aplicado. A boa notícia é que a cobrança só é feita se o resgate acontecer em menos de 30 dias. A tabela também é regressiva, 96% para o primeiro dia e 3% para 29 dias.

Além disso, existe a cobrança da taxa de custódia anual de 0,3% sobre o valor dos títulos. Essa tarifa é relacionada a manutenção do investimento.

Neste artigo falamos sobre os títulos públicos e o que você precisa avaliar para escolher. Não se esqueça que analisar o seu perfil e definir o seu objetivo são boas formas de ter um guia de qual é a melhor alternativa para você. Conhecer seus limites pode te ajudar a compor uma carteira mais satisfatória.

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