6 meses de guerra Rússia x Ucrânia: O que está acontecendo?

Rússia x Ucrânia: O que está acontecendo?
Rússia x Ucrânia: O que está acontecendo?

Dia 24 de fevereiro de 2022: o primeiro ataque por parte da Rússia em território Ucraniano é feito. De lá para cá, já são quase seis meses. Mas, você sabe o que, de fato, aconteceu durante todo esse tempo? E o fator mais importante, o que motivou o início dessa guerra?

Por que a Rússia decidiu invadir a Ucrânia?

A resposta pode variar de acordo com quem responde à pergunta. Entre as principais razões apontadas por especialistas, estão: a expansão da Otan pelo Leste Europeu, o interesse e possível adesão da Ucrânia à aliança militar, a contestação ao direito da Ucrânia à soberania independente da Rússia e o desejo de Vladimir Putin -presidente da Rússia- de restabelecer a zona de influência da União Soviética.

De uma forma mais simples: a Rússia sonha em um dia voltar a ser tão forte e soberana como na época da União Soviética. Mas, como fazer isso se seus vizinhos estão aderindo à uma organização com regimes completamente diferentes ao aderidos pelo país de Vladimir Putin? Eis então, o inimigo mortal.

O argumento de Putin

Por um lado, Vladimir Putin afirma com todas as letras querer impedir a expansão do que classifica de cerco à sua fronteira com a possível adesão da Ucrânia à Otan, aliança militar que engloba 30 países, que se expandiu pelo Leste Europeu, e hoje conta com 14 países da antiga União Soviética.

O presidente da potência ocidental também acusa, sem provas, o governo ucraniano de genocídio contra ucranianos de origem étnica russa que vivem nas regiões separatistas de Donetsk e Luhansk. Putin alega que a invasão tenta “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia, o que pode servir de justificativa para uma eventual deposição do atual governo ucraniano. Inclusive, essa é uma das justificativas usadas para ter iniciado uma guerra com o país vizinho.

Além disso, Vladimir Putin costuma citar como parte de seu discurso de ‘uma só soberania’ que russos, ucranianos e bielorrussos compartilham da mesma origem, advinda no Estado medieval de Kiev Rus, fundado no século 9, como prova de que esses povos são indissociáveis

O que dizem os ucranianos

Já no outro lado da moeda, a Ucrânia, bem como outros países observadores, entendem a guerra iniciada pela Rússia como uma tentativa de Vladimir reestabelecer a zona de controle e influência do ex-bloco comunista [União Soviética]. Tal atitude é vista como desrespeitosa à soberania da Ucrânia, que deveria, e deve, ter o direito de decidir seu destino e suas alianças.

Inclusive, os ucranianos rebatem o discurso de Putin de que a Ucrânia é um país oriundo da União Soviética. Eles argumentam que a origem comum não sobrepõe aos séculos em que a identidade ucraniana se desenvolveu de forma independente, incluindo a invasão por diferentes povos e desenvolvimento de idioma próprio.

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24 de fevereiro de 2022

Após meses negando que tinha a intenção de atacar a Ucrânia, mesmo fazendo movimentos que fechavam o cerco contra o país vizinho, a Rússia atacou o território que abriga 44 milhões de habitantes por ar, terra e mar.

A movimentação despretensiosa começou no fim de 2021, quando Vladimir Putin distribuiu mais de 100 mil soldados ao longo da fronteira com a Ucrânia, poucos dias depois, o presidente reconheceu a independência de duas Províncias do país vizinho, mandando em seguida à região o que chamou de “tropas de manutenção de paz”, no caso, seu exército militar.

Na quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022, de acordo com o Pentágono, Putin teria 80% das suas tropas na região em “posição avançada” e prontas pra um ataque maciço. Um dia depois começam os ataques.

Nas primeiras horas de 24 de fevereiro, Vladimir Putin anunciou a operação militar na Ucrânia. Em discurso feito durante a madrugada, o presidente afirmou o início de uma “operação militar especial” na região de Donbas, no leste da Ucrânia, controlada por separatistas pró-Rússia, que ele declarou independente nesta semana.

“Os confrontos entre forças ucranianas e russas são invitáveis, é apenas uma questão de tempo”, declarou o líder russo. “As circunstâncias exigem ação decisiva da Rússia. Não podemos tolerar ameaças da Ucrânia”, disse Vladimir Putin na época.

Desde então, os dois países vivem o que se tornou um dos maiores conflitos militares na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, desencadeando a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria.

O conflito ainda não tem uma previsão de terminar, já que sucessivos encontros entre representantes dos dois países fracassaram, até o momento, em garantir um cessar-fogo definitivo.

Ucrânia recebe grande onda de apoio

Desde o primeiro ataque russo, o país do leste europeu recebeu uma grande onde de apoio internacional tanto no âmbito militar, com diversas nações enviando, quanto no repúdio e sanções por parte dos países que não apoiam a atitude de Vladimir Putin.

Mas, no meio de todo esse embate, uma figura chamou atenção: o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que passou a pressionar as nações ocidentais pelo apoio militar e humanitário e, também, a tentar negociar a entrada do país na União Europeia e até na Otan.

No entanto, a entrada do país acabou ficando em segundo plano em meio às ameaças russas e a intensificação dos ataques militares por parte de Vladimir Putin.

Sansões contra Rússia e impactos na economia

Os primeiros boicotes contra a Rússia foram anunciados horas depois do início da guerra pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que prometeu que essas seriam as maiores sanções econômicas já impostas a um país em toda a história.

Dentre algumas das restrições impostas ao país ocidental estão: Ativos de bancos russos foram congelados em diversos países, bem como os ativos de oligarcas russos e pessoas ligadas ao governo de Vladimir Putin; a exclusão de bancos russos do sistema global de pagamentos Swift, o que isolou ainda mais o país ocidental do ambiente de negócios internacional; a certificação do gasoduto Nord Stream 2 — um megaprojeto de US$ 11 bilhões com 1.200 quilômetros, concluído em setembro de 2021 — foi suspensa pela Alemanha; entre outras.

No entanto, a guerra gerou consequências economias globais. Os preços de referência globais do petróleo, por exemplo, dispararam acima de U$ 110 por barril, recorde dos últimos oito anos. Além disso, outras commodities também sofreram impacto oriunda da guerra, como os grãos (exportados pela Ucrânia), trigo, minério de ferro, entre outros.

No Brasil

Só no ano passado, a Rússia importou quase US$ 350 milhões de soja brasileira, mais de US$ 320 milhões em carnes e US$ 130 milhões de café em grão. Das 100 categorias mais importadas pelo Brasil no exterior, 8 delas são do país ocidental.

A maior parte é de produtos químicos e fertilizantes usados na produção agrícola brasileira. Com isso, o agronegócio pode sofrer pressão inflacionária por oferta e demanda (setor continua necessitando, porém há menos oferta por parte da Rússia), e corre o risco de ter que repassar uma safra com preço mais caro ao consumidor. Conclusão: o preço dos alimentos continua subindo por mais tempo.

E o que os seus investimentos têm a ver com isso?

Bom, de fato vivemos um cenário de incertezas com guerra, inflação e aperto monetário por parte de grandes potencias mundiais. Mas, como se posicionar e se proteger investimentos?

Não existe fórmula mágica ou conselho ideal, o mais correto a se fazer neste momento é alinhar suas estratégias e sua carteira junto com seu assessor de investimentos. Só assim, após um estudo aprofundado do cenário e das ofertas disponíveis no mercado, você irá conseguir se proteger das incertezas mundiais e aproveitar as melhores oportunidades para lucrar e rentabilizar ainda mais seu dinheiro.

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