Resumo da Semana: Fed, Bacen e BoE não se intimidam ao decidir juros

Semana com nada de novo no front. Apesar da pressão política sobre o Banco Central, a Selic foi mantida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A decisão já esperada pelo mercado, mas o teor do comunicado acabou surpreendendo por conta do pessimismo acerca da condução da política monetária brasileira.

Já nos Estados Unidos, os eventos recentes envolvendo o setor bancário também não foram suficientes para trazer uma pausa no aperto nos juros. O Fed fez um ajuste de 25 pontos base na taxa base norte americana. O teto passou a ser de 5%.

Apesar do banco central americano reforçar que está preparado para turbulências durante o processo de desinflação, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powel, deu sinais de que o trabalho contra a inflação possa estar chegando ao fim.

O Banco da Inglaterra (BoE) seguiu o ritmo do Fed e também elevou a sua taxa bancária em 25 pontos-base, para 4,25%, dentro das previsões do mercado. Foi a 11ª alta consecutiva.

Mas como nem tudo é juros no mercado financeiro, outros eventos também movimentaram a semana. Não conseguiu acompanhar tudo? Veja a seguir os destaques dessa semana ( 20 a 24 março) para o mercado financeiro.

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Semana teve presidentes dos bancos centrais dos EUA, Brasil e Reino Unido em destaque.
Reprodução: Getty Images / Rafael Ribeiro, via BCB / Getty Images

INDICADORES DA SEMANA

Entre os índices macroeconômicos, os PMIs foram os destaques. O índice gerente de compras de serviços na ZE avançou pelo terceiro mês seguido, passando de 52,7, em fevereiro, para 55,6, em março. Foi o maior nível desde maio do ano passado. Já o industrial recuou novamente, de 48,5 para 47,1 na mesma comparação, e está na mínima de quatro meses.

Na Alemanha, PMI Composto subiu a 52,6 em março, já o industrial da Alemanha sofreu uma inesperada queda, de 46,3 em fevereiro para 44,4 em março, atingindo o menor patamar em 34 meses. O índice do setor industrial da França saiu de 47,4 para 47,7 pontos, operando em terreno recessivo (abaixo dos 50 pontos), abaixo da expectativa de mercado.

VEJA TAMBÉM – Atividade Econômica no Brasil: resultado e perspectivas (cmcapital.com.br)

SETOR BANCÁRIO ESTREMECIDO

Depois do sufoco do Credite Suisse na semana anterior, foi a vez do Deutsche Bank chamou a atenção na Europa. Os swaps de inadimplência de crédito do banco – uma forma de seguro para os detentores de títulos de uma empresa contra a inadimplência – dispararam essa semana.

Esse movimento revelou uma preocupação dos investidores quanto a situação do setor bancário. Ações do banco desabaram nesta sexta-feira (24).

PETROBRAS NAS MANCHETES

A estatal esteve em evidência essa semana. Além da aprovação da nova diretoria indicada por Jean Paul, a petroleira está em estudos de desinvestimentos para atender uma solicitação do presidente Lula de suspender a venda de ativos.

O preço médio de venda do diesel da Petrobras para as distribuidoras também ficou mais baixo na última quinta-feira (23). Com a redução foi de R$ 0,18 por litro, o valor passou de R$ 4,02 para R$ 3,84 por litro.

Por fim, o Conselho de Administração da Petrobras reivindicou uma correção da remuneração fixa dos administradores da companhia em 43,88%.

FÉRIAS FORÇADAS

Com o mercado em desaceleração, ao menos quatro montadoras anunciaram férias coletivas entre março e abril em suas fábricas no Brasil. As paralisações na produção vão ocorrer em unidades da General Motors, Hyundai, Volkswagen e Stellantis, que reúne marcas como Fiat, Peugeot, Citroen. 

Além da falta de componentes para produção, as paradas visam adequar a produção à demanda do mercado. Na prática, as montadoras vão pisar no freio para evitar a formação de grandes estoques, motivados pelo atual cenário econômico. 

ARCABOUÇOU FLOPOU

Depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou estudos adicionais sobre a proposta da nova regra fiscal, o assunto encerrou a semana sem novidades. A proposta só ficou de ser revelada após o retorno de Lula da viagem que fará a China, que também foi adiada após o presidente ser diagnosticado com pneumonia.

DIRETORIA BANCO CENTRAL

Fim do mistério sobre quem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheria para assumir os dois postos pendentes na diretoria do Banco Central. Rodolfo Fróes para ficou com a pasta de Política Monetária e Rodrigo Monteiro como titular da área de Fiscalização da instituição. Os dois nomes foram indicados ao chefe do Executivo pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda).

PRA ENCERRAR A SEMANA: TENSÃO ENTRE SENADO E CÂMARA

Além da “guerra de braço” de Lula com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, outra situação tem mexido com os ânimos em Brasília: o desacordo entre os presidentes da Câmara e do Senado, que pode gerar dor de cabeça ao presidente Lula.

Existem 13 Medidas Provisórias do governo federal para serem votadas. De um lado, Lira, presidente da Câmara, está disposto a agilizar o processo e a as pautas pendentes.  Do outro, Pacheco, presidente do Senado, reinstalou comissões mistas para analisar as medidas do governo, o que cria mais burocracia e morosidade para a votação.

Entre os temas parados, que podem vencer nas casas, estão a recriação do Bolsa Família e o da Minha Casa, Minha Vida.

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