Minicontratos: o guia completo para você operar

Minicontratos: o guia completo para você operar
Gráficos de operação de contratos futuros.

Os minicontratos são partes de uma negociação de um contrato futuro. Eles são ativos derivativos, ou seja, o seu valor de negociação depende, integral ou parcialmente, do valor do ativo do qual ele deriva.

Os minicontratos são operados na bolsa de valores para obter lucros de curto e médio prazo. As expectativas futuras, a liquidez do mercado e o grau de concentração do ativo interferem na sua negociação. Por isso, os minicontratos apresentam grandes oscilações de preços.

O interesse em operar minicontratos cresceu muito durante os últimos anos levando a um aumento expressivo de pessoas entrando na B3. As pesquisas sobre o termo tiveram um salto entre 2017 e 2018, assim como o número de novos CPFs cadastrados na bolsa.

Dentre as principais causas para esse aumento estão o desenvolvimento da tecnologia, a redução da taxa de juros na economia e a zeragem da corretagem em muitas corretoras.

Mas o que muitos dos novos investidores não sabem é que entrar no mercado financeiro exige conhecimento, foco e constância. Os minicontratos são indicados para investidores de perfil arrojado, que já entendem muito bem do funcionamento dos ativos em questão e do mercado financeiro como um todo.

O que são contratos futuros?

Antes de entender os minicontratos é importante saber como funcionam os ativos dos quais eles derivam, ou seja, os contratos futuros.

O mercado futuro opera através de contratos padronizados, em que se estabelece um compromisso de compra ou venda em uma data futura, de determinado ativo (moeda estrangeira, índice Ibovespa) a um preço predefinido.

Ou seja, o preço é predeterminado no momento da negociação. Assim, mesmo que a cotação do ativo seja diferente da esperada ao final do contrato, o valor pago será o firmado durante a negociação.

Existem contratos de ativos físicos, como Boi gordo, soja e commodities no geral, mas que possuem liquidez inferior aos financeiros.

As operações no mercado futuro se dão pela projeção das cotações futuras dos ativos do contrato, seja para se proteger de determinada movimentação, criar estratégias de defesa estruturadas para um determinado lucro, ou simplesmente para especular.

Entre os vários tipos de contratos futuros existentes na Bolsa, os mais conhecidos e operados são os contratos de Índice e Dólar.

O que é um minicontrato

Os contratos futuros possuem um valor de operação alto. Por esse motivo, apenas grandes players do mercado seriam capazes de negocia-los. Com a criação dos minicontratos, esse problema foi solucionado já que abriu a possibilidade para pequenos investidores fazerem parte da negociação.

Colocando na ponta do lápis, quando se negocia o contrato cheio de índice futuro, em que há um lote mínimo de cinco contratos, o valor necessário para negociação é de aproximadamente R$ 475 mil (levando em conta o índice a 95.000 pontos).

Na negociação com minicontratos, o valor envolvido é de R$ 19 mil, pois cada ponto no mini índice vale R$ 0,20, e o lote mínimo é de um contrato.

Tipos de minicontratos

Há diversos ativos que podem ser operados por contratos futuros, porém, no Brasil, os ativos com maior liquidez para operações seguras são o mini-índice e o mini dólar, derivativos dos contratos de Dólar e de Índice, respectivamente.

Na negociação com minicontratos, você não precisa ter todo o capital disponível para negociação, porém é necessário ter uma margem de segurança para começar a operar os minicontratos. A margem é padronizada para todo mercado, sendo exigido um mínimo de R$100 para mini índice (WIN) e de R$150 para mini dólar (WDO).

Minicontrato de Índice

As operações de minicontrato de Índice buscam viabilizar aos investidores a participação no mercado de derivativos listados e administrados pela B3.

O índice do Ibovespa tem como critério o retorno total das ações, refletindo assim as variações dos ativos ao longo de sua vigência e a distribuição de proventos das empresas que as compõem.

Por ser um indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações brasileiro, o Ibovespa tornou-se a referência para rentabilidade de fundos de ações e para o desempenho da Bolsa.

O Mini Contrato de Índice é amplamente utilizado pelo mercado financeiro, nas mais diversas posições, garantindo uma melhor gestão de risco aos investidores. Além disso, a interação percebida em caso de operações realizadas com o contrato padrão de Ibovespa e outros ativos, obtido através da mais moderna e sofisticada gestão de risco oferecida pela B3, desempenha o papel de contraparte central das operações realizadas com estes derivativos. A cotação desse ativo é aferida por pontos, sendo que cada ponto equivale a R$ 0,20. A variação mínima desse contrato é de 5 pontos.

Minicontrato de Dólar

O contrato futuro de dólar acompanha as oscilações da moeda americana. Nas operações realizadas com esse ativo, as partes envolvidas se comprometem com a negociação da moeda por um determinado preço, mas para vencimento futuro.

Na prática, o investidor negocia a taxa de câmbio, focando nas diferenças das cotações do contrato, sendo pouco interessante para as partes se o preço do contrato terá alta ou baixa.

Vantagens em operar minicontratos

Alta Liquidez

Para quem se interessa nas operações de curto prazo, uma alta liquidez é uma das características mais importantes. A liquidez do ativo garante segurança ao investidor, uma vez que ele poderá entrar e sair da operação a qualquer momento. Isso evita que o investidor negocie com um alto spread (distância entre as ofertas de compra e venda).

Diversificação

Uma carteira diversificada é a chave para a segurança de qualquer um que preze seus investimentos. Os minicontratos são uma forma de variar e até proteger sua carteira, a depender da forma que você os utilizará.

Investindo nos minicontratos futuros você deixa de depender apenas do mercado de ações, ganhando também a possibilidade de explorar qualquer cenário de mercado com a mesma facilidade operacional.

Alavancagem

Não é necessário pagar o valor fechado de um minicontrato futuro, uma vez que a apenas a variação de valores é negociada. Dessa forma, é exigida apenas uma fração do contrato como margem. Esse é um modo de operar oferece a possibilidade de alavancar os recursos em busca de um retorno mais contundente para o capital.

Margem de garantia

A margem de garantia é uma quantia em dinheiro depositada pelas partes envolvidas em um minicontrato futuro com o objetivo de garantir o cumprimento do acordo. É uma exigência da Câmara de Compensação da B3 para cobrir os compromissos assumidos pelos participantes no mercado futuro.

Outros valores mobiliários podem ser aceitos como garantia para execução da operação, como ações, CDBs de liquidez diária, quantidades inteiras de títulos públicos, ouro, entre outros.

O valor da margem representa um percentual do valor total do contrato futuro. Este valor deve permanecer depositado na conta da corretora enquanto compradores e vendedores mantiverem suas posições em aberto, ou seja, continuarem atrelados aos minicontratos futuros. Quando as posições foram encerradas, a margem de garantia é prontamente devolvida.

Cada contrato tem uma data de vencimento. O minicontrato de índice vence sempre na quarta-feira mais próxima do dia 15 de meses pares do ano. Já o minicontrato do dólar vence no primeiro dia útil de mês de vencimento do contrato.

Para cada vencimento é atribuída uma letra na frente do código de negociação do papel. Além do código e do vencimento, para negociar a partir do HomeBroker ou da plataforma, o investidor precisa colocar também o ano de negociação do ativo. Por exemplo, caso queira comprar um contrato cheio de Índice no dia 05/ Março/2023, o investidor deve negociar o ativo WING23. Caso o investidor queira um contrato de Dólar no mesmo dia, deve negociar o WDOH23.

Riscos dos minicontratos

Por serem derivativos, os minicontratos enfrentam grandes oscilações de preços, que nem sempre são possíveis de controlar ou prever, por isso é importante saber quais são os riscos do mercado futuro e como gerencia-los.

Antes de começar a operar minicontratos é importante investir em conhecimento. Entre os temas importantes de conhecer estão: análise gráfica, fundamental, métodos analíticos, sistemas e gerenciamento de riscos.

Os riscos de mercado são relacionados a liquidez, concentração de mercado, comportamento dos ativos sobre os quais se referenciam os minicontratos e fatores externos ao mercado, como mudanças de cenário macroeconômico.

A liquidez é a disponibilidade de determinado ativo no mercado em boa quantidade e com compradores e vendedores potenciais, facilitando a formação de preços e a possibilidade de operações de entrada e saída a qualquer momento. Se as ofertas de compra ou venda de um ativo são baixas, pode-se dizer que não são ativos muito líquidos.

O risco de liquidez e concentração estão ligados, enquanto o primeiro diz respeito a impossibilidade de movimentação por falta de ativo ou de participantes dispostos a fazer a contraparte da operação, o segundo se refere a interferência de uma pessoa ou grupo na formação de preços por meio de compra ou venda de grandes quantidades de ativos. Ambos riscos podem ocasionar perdas maiores que as esperadas.

A B3 controla a liquidez do mercado estabelecendo um número máximo de contratos com vencimentos diferentes para negociação ao mesmo tempo, evitando diluir a liquidez entre muitos vencimentos. Também são definido limites de concentração de posições em número de contratos e em percentual relativo às posições em aberto.

Além dos riscos de mercado, existem também os riscos relacionados a alavancagem. A alavancagem é uma ferramenta que permite operações com valores maiores do que o patrimônio em carteira.

Portanto, caso o ativo seja valorizado, os resultados positivos serão multiplicados, mas caso haja desvalorização, a perda pode ser maior que o valor investido ou até mesmo maior que o patrimônio.

Ou seja, a possibilidade de obter retornos maiores requer assumir riscos maiores. Para evitar tais perdas, o melhor é definir limites de riscos e respeitá-los até o fim das operações.

O gerenciamento de risco é a única forma de evitar o prejuízo ao operar, por isso a importância de definir um stop loss e saber gerenciar a quantidade de lotes operados.

Tributação

Day Trade

No caso de lucro em operações de day trade com contratos cheios, é debitado na fonte a alíquota de 1% sobre os ganhos das operações daquele dia.

O investidor deverá declarar e pagar via DARF a alíquota de 20% sobre o lucro de suas operações naquele mês. Caso haja mais prejuízo do que lucro no mês, o pagamento da DARF é desnecessário.

Swing Trade

No caso de operações de Swing Trade com contratos cheios é debitado na fonte sob forma de Imposto de Renda 1% do lucro do ajuste diário.

Há também a necessidade de pagamento via DARF de 15% do lucro considerando a soma algébrica positiva dos ajustes diários entre a data de abertura e a de encerramento da operação no mês.

Operando minicontratos na prática

Para investir nos minicontratos é necessário abrir conta com uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central, já que os ativos são negociados apenas pela B3.

Você pode abrir a sua conta totalmente gratuita e digital e começar a operar minicontratos com taxa zero e plataformas gratuitas.

Na CM Capital você pode operar minicontratos com segurança, transparência e as melhores taxas. Além disso, você também conta com cursos, e-books e videoaulas para aprender a fundo como viver do mercado financeiro.

Com a conta aberta você só precisa fazer login e alocar uma margem para operar o minicontrato. Você pode usar o homebroker ou contratar uma plataforma gratuita pelo seu portal do cliente e começar a operar.

Para quem ainda está começando, temos simuladores e replays de mercado disponíveis.

E para facilitar ainda mais as operações e não deixar nenhuma dúvida passar, nós temos um curso gratuito e completo de minicontratos, com certificado da B3.

Operar minicontratos futuros pode ser fácil para quem está disposto a entender como o mercado financeiro funciona, estudar os ativos e sempre buscar a constância e não ganhos milagrosos. Você pode acompanhar as movimentação do dia na nossa sala operacional ao vivo e ver como é o dia-a-dia de um trader.

Não se esqueça de diversificar sua carteira para se proteger e ter bons resultados no curto, médio e longo prazo.

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