Resumo da semana 26 a 30: Inflação no BR diminui e EUA entra em recessão técnica

Resumo da semana 26 a 30: Inflação no BR diminui e EUA entra em recessão técnica
Resumo da semana 26 a 30: Inflação no BR diminui e EUA entra em recessão técnica

Enfim chegamos a última semana de setembro com muitos indicadores econômicos e um mercado bem resistente a ativos de risco. No resumo da semana você fica sabendo tudo o que aconteceu entre os dias 26 e 30 de setembro. Confira!

Resumo da semana: o mercado na palma da sua mão

Segunda-feira

A semana começou com boas novas para o cenário doméstico. O tradicional Boletim Focus apontou mais uma queda nas projeções de inflação ainda este ano, bem como para a Selic no ano que vem. Acesse o relatório completo aqui

Já o O IPC-S da terceira quadrissemana de setembro de 2022 não registrou variação e acumula alta de 5,11% nos últimos 12 meses.

No Japão, a leitura prévia do PMI Composto foi de 49,4 para 50,9. Já o índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 88,6 pontos em agosto para 84,3 pontos em setembro, atingindo o menor nível desde maio de 2020.

O destaque do dia fica para o Reino Unido que viu a libra cair para seu nível mais baixo em relação ao dólar americano desde a decimalização, em 1971. A queda da libra ocorreu depois que o chanceler do Reino Unido prometeu mais cortes de impostos, além de um pacote de 45 bilhões de libras que ele anunciou na sexta-feira em meio a expectativas de aumentos nos empréstimos. O país também anunciou a redução do estoque de títulos em 80bi de libras nos próximos 12 meses. Entretanto, após o viés extremamente negativo, O Banco Central da Inglaterra (BOE) anunciou que fará compras temporárias de títulos de longo prazo.

Terça-feira foi dia de inflação

O dia foi, de longe, o mais importante para o Brasil. Pela manhã foi divulgada a ata do Copom, do Banco Central do Brasil, que trouxe uma nova expectativa de inflação para 2022. Segundo o comitê, o IPCA neste ano deve ser registrado em 5,8%. Na ata da última reunião, o grupo havia projetado uma inflação em 6,8% para este ano.

Na semana passada, após dois dias de reunião, o Copom decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75%. A decisão não foi unanime, dois membros do comitê preferiam elevar a taxa em 0,25 ponto percentual. Entretanto, apesar da estabilidade na Selic, “o comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”. Para 2023 e 2024, as projeções de inflação do Copom são 4,6% e 2,8%, respectivamente.

Já o IPCA-15, indicador prévia do principal índice de inflação brasileiro, registrou deflação de 0,37% setembro, após também ter mostrado queda de 0,73% em agosto, informou o IBGE. A queda foi maior que o projetado pelo mercado. Com o resultado anunciado nesta quarta, o IPCA-15 acumula uma alta de +4,63% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 7,96%. A projeção era maior, de 8,13%. Apesar da deflação, apenas três grupos de produtos e serviços dos nove pesquisados tiveram queda em setembro: transportes, comunicação e alimentação fora do domicílio.

Quarta-feira

O dia foi voltado para o cenário internacional. Pela manhã, na Alemanha, o Índice de Preços ao Produtor ficou em -3,11% em agosto. Foi a maior queda do IPP na série histórica. O acumulado no ano chegou a 7,91% e o acumulado em 12 meses foi 12,16%.

Já nos Estados Unidos, os pedidos de hipotecas caíram 3,7% na última semana em relação à semana anterior. A taxa média de contrato de uma hipoteca de 30 anos subiu para 6,52% na semana, taxas são as maiores desde 2008.

No Brasil, o índice de confiança da indústria caiu 0,8 ponto em setembro, para 99,5 pontos, segundo a FGV/Ibre. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,6 ponto.

Por fim, notícia ruim para a China: o yuan chinês atingiu o menor nível histórico ante o dólar no mercado offshore. A divisa americana superou a marca de 7,2 yuans pela primeira vez desde que o sistema de negociações da moeda fora da china continental foi implementado há mais de uma década.

Mas, nem só a inflação foi destaque: Quinta-feira

A Zona do Euro abriu o dia com uma série de dados negativos: o Índice de Sentimento do Econômico apresentou queda de 3,6 pontos em setembro, ficando em 93,7 pontos. Já o Índice de Expectativa de Emprego teve queda de 1,2 pontos, terminando o mês em 106,7 pontos.

O Índice de Confiança da Indústria teve queda de 1,8 pontos, o sétimo declínio consecutivo na série, enquanto o Índice de Confiança ao Consumidor foi o que apresentou maior recuo, com baixa de 3,5 pontos, terminando setembro em -28,8 pontos, o pior resultado da série histórica.

Já a Confiança do Setor de Construção retraiu 1,4 pontos, tendo sido negativamente afetada pela menor perspectiva de emprego, acompanhada de uma desaceleração do número de novos pedidos.

Por fim, o CPI prévio da Espanha recuou 0,6% em setembro. A inflação acumulada em 12 meses, no entanto, ainda gira em torno de 9%. O nível inflacionário é elevado, mas está 1,5 pontos percentuais abaixo do verificado no mês imediatamente anterior e rompe a barreira dos 2 dígitos, que foi superada em junho deste ano.

O destaque do dia é o PIB dos Estados Unidos que sofreu queda anualizada de 0,6% no segundo trimestre de 2022, de acordo com a terceira e última leitura do dado.

Como o PIB dos EUA já havia encolhido 1,6% no primeiro trimestre, a nova queda entre abril e junho significa que a maior economia global entrou em “recessão técnica”.

COMENTÁRIO TIME ECONOMIA

A perspectiva, contudo, é negativa, tendo em vista que o avanço da política monetária do FED para um campo ainda mais restritivo, com vistas a afetar justamente o mercado de trabalho, deve fazer com que esta variável tenha sua parcela de contribuição comprometida nos próximos períodos.  

Caso isto se confirme, as expectativas de que o país entraria em recessão apenas no primeiro trimestre do ano que vem podem ser antecipadas, com uma nova recessão vindo no último trimestre deste ano, fazendo com que mesmo um resultado positivo no terceiro trimestre seja insuficiente para garantir uma alta, ainda que baixa, do PIB em 2022.

Além disto, o departamento do comércio informou também que o Índice de Preços de Fastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês) avançou à taxa anualizada de 7,3% no segundo trimestre, ante 7,1% no cálculo anterior.

Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia, subiu 4,7% no mesmo intervalo, também acima da leitura anterior de 4,4%.

Sexta-feira

O fim da semana chega carregado de indicadores, começando pelo PNAD Contínua, logo às 9h. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios divulga as flutuações e a evolução trimestral da força de trabalho e informações de desenvolvimento socioeconômico do País.

Alemanha e Zona do Euro apresentam Taxas de Desemprego, leituras altas podem ser consideradas como fraqueza no mercado de trabalho. A última leitura alemã teve queda da taxa, enquanto na Zona do Euro, houve aumento de 0,1% em comparação ao mês anterior. A projeção do mercado é que ambas as divulgações não venham com alteração.

Na Zona do Euro também haverá divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), indicador da inflação da região. Os EUA têm sequência de divulgações encabeçada por Renda pessoal, seguida por gasto pessoal, deflator do PCE e Confiança do Consumidor.  A sequência de indicadores traz uma perspectiva do clima entre os consumidores frente as altas consecutivas da inflação.

Domingo

Para fechar uma semana agitada, no domingo temos o primeiro turno das eleições para presidente, governador, senador, deputado federal e estadual. As eleições têm causado movimentações no mercado e a decisão do próximo governante pode acalmar o mercado, trazendo previsões de como serão as políticas fiscais e econômicas dos próximos 4 anos.

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