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Fundos de Investimento

Fundos de Investimento, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em outubro receberam aporte de mais de R$8,8 bilhões. Os fundos que apresentaram melhor resultado foram o multimercados e ações. Mas, afinal, o que eles representam?

Basicamente, eles são formados por cotas compradas por investidores que formarão um montante administrado por um gestor. No mercado existem diferentes tipos de fundos de investimentos, cada qual com seus benefícios. Neste artigo, você entenderá mais sobre as especificidades de algumas das principais opções, mas também aprenderá como escolher a alternativa que melhor se adapta às suas necessidades e muito mais. Confira!

Quais são os tipos de fundos de investimentos?

Saber quais os tipos de fundos de investimentos existentes é essencial para ajudá-lo no processo de tomada de decisão. Afinal, quando chegar o momento de aplicar seus recursos financeiros em uma ou mais opções, você precisa saber qual delas oferecerá as vantagens de acordo com o seu perfil investidor!

Curto prazo

Os fundos de investimento de curto prazo aplicam recursos basicamente em títulos públicos federais ou privados que sejam pré-fixados ou ligados ao CDI, Selic e outros índices. O prazo médio dessa carteira de investimentos é abaixo de 60 dias, tendo como prazo máximo 375 dias.

Quando há a necessidade de uso de derivativos, a ação é permitida apenas quando for para proteger a carteira (hedge). Tal tipo de fundo é indicado para investidores mais conservadores e que têm como plano fazer o resgate de recursos com menos de um ano.

Entre as suas vantagens estão a alta liquidez, garantia do resgate em curto espaço de tempo e os riscos menores em relação às oscilações da bolsa. Por outro lado, a sua rentabilidade não é a das maiores, além do que os impostos que incidem sobre as aplicações podem ser altos.

Renda Fixa

O fundo de renda fixa é composto por uma carteira de investimentos com diversos tipos de ativos da renda fixa, tais como os títulos públicos, LCI e LCA. Nesse caso, os produtos que compõem o fundo são, em sua maioria, voltados para a renda fixa, mas uma parte também disposta em derivativos.

Eles se assemelham bastante ao DI, com uma diferença crucial, que é o rendimento prefixado. O que isso significa? A Selic, por exemplo, será usada como referência para investimentos realizados agora, independentemente de valor variar com o tempo.

Aliás, essa é uma vantagem, pois quando há uma queda brusca na taxa de juros, os rendimentos ainda sim se mantêm altos. No entanto, caso a Selic suba, não é possível aproveitar tal movimento, pois lá atrás o valor já foi pré-fixado, o que se torna uma desvantagem.

Multimercados

Comumente, os fundos de investimento de multimercado costumam apresentar um risco de investimento alto, o que faz com que ele seja mais indicado para investidores de perfil moderado a agressivo. Como o próprio nome diz, ele mistura diferentes classes de investimentos, a fim de oferecer uma rentabilidade melhor. Vale lembrar que quanto maior o risco, mais as chances de obter melhores dividendos.

Aliás, essa é uma das suas desvantagens, o risco. Mas, como falamos de bolsa de valores, as chances de oscilação precisam ser compatíveis com os ganhos. Por outro lado, essa diversificação faz com que os fundos multimercado se ajustem facilmente às mudanças de cenários, permitindo também uma maior diversificação dos investimentos.

Fundos de ações

Para que um fundo de investimentos seja configurado como fundo de ação, no mínimo 67% da carteira precisa ser composta por ações que são negociadas na bolsa de valores. Tal fundo é caracterizado pelo alto risco, justamente pela oscilação do mercado de ações ao qual ele está exposto. Portanto, ele é indicado para investidores com perfil mais arrojado que estão procurando uma rentabilidade alta sem um retorno imediato.

Ou seja, é um investimento de longo prazo e segue os índices de referência, como o Ibovespa, sendo as decisões baseadas em análises de mercado. Uma das suas maiores vantagens é a possibilidade de rentabilidade muito acima do que a oferecida em outros fundos. Ao mesmo tempo, o investidor precisa estar disposto a correr um alto risco e não é ideal para aqueles que desejam reaver os recursos em curto espaço de tempo.

O que levar em consideração antes de começar a investir?

Tão importante quanto conhecer os tipos de fundos de investimentos é fazer uma análise de aspectos como o seu perfil, antes de determinar a sua escolha. A ação ajudará a ter mais confiabilidade na hora de seguir por um determinado caminho!

Analise seus objetivos

A escolha do fundo de investimento ideal deve partir das suas metas. Ou seja, é preciso estabelecer objetivos, antes de fazer a sua opção. Ter independência financeira? Complementar a aposentadoria? Viver de renda?

Independentemente de qual seja a sua meta final é preciso também considerar o montante que você está disposto a investir e o período de tempo que pretende colocar recursos na sua carteira.

Prazo de resgate e liquidez

Dois pontos que devem ser avaliados dizem respeito a aspectos como resgate e liquidez dos fundos. Ou seja, você precisa saber qual o período para ter seu dinheiro de volta, sem ter prejuízos, por exemplo.

Sobre a liquidez, ela diz respeito à capacidade de um ativo ser vendido e se transformar rapidamente em dinheiro. Se você deseja agilidade no processo, a melhor opção é sempre aquele fundo de investimento de alta liquidez.

Caso isso não seja o mais importante, investir em ativos mais rentáveis, mas que precisam ficar alocados por um período maior é uma opção a ser considerada. O interessante é sempre fazer um comparativo, levando ainda em consideração aspectos como recebidos ao longo do tempo, crescimento na bolsa, entre outros.

Saiba quais as taxas cobradas

Você está entregando seu dinheiro para outra pessoa investir quando opta por um dos tipos de fundos de investimento. Logo, haverá uma taxa administrativa para que essas transações sejam feitas. É muito importante que você considere quais são esses valores e se eles valem a pena de acordo com os seus objetivos.

Existem algumas taxas que são mais comuns, como:

  • administrativa: é um valor pago pelo gerenciamento da sua carteira de investimentos. Geralmente, a rentabilidade mensal já tem tal valor embutido e é descontado dela;
  • performance: é uma taxa cobrada quando o ativo se comporta melhor que o esperado, ou seja, rende mais do que a previsão;
  • carregamento: alguns fundos costumam cobrar uma taxa a cada novo aporte que o investidor faz.

Como operar em fundos de investimento?

O assessor de investimento é uma figura essencial na hora de escolher entre os tipos de fundo de investimentos. Ele o orientará quanto às opções mais adequadas de acordo com o seu perfil e o que poderá oferecer melhor rentabilidade de acordo com os seus objetivos.

Além desse intermediador, as operações devem ser realizadas por meio de uma corretora de investimentos. Portanto, na hora de escolher, fique atento a fatores, como:

  • taxas cobradas;
  • facilidades oferecidas
  • suporte;
  • ferramenta de trader, entre outros.

Após escolher o investimento e a corretora, você poderá aplicar seu dinheiro via home broker, ferramenta que facilita todas as operações do mercado financeiro. A partir dela, será possível acompanhar os resultados diariamente, bem como fazer a análise de relatórios periódicos de desempenho.

Os diferentes tipos de fundos de investimentos representam uma boa opção para aplicar o seu dinheiro, sendo uma alternativa para você que deseja uma rentabilidade a curto ou a longo prazo. Mas, não se esqueça, considere sempre o seu perfil para poder guiar as suas decisões.

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