Fim do Ciclo de Aperto Monetário no Brasil?

O Que é um Aperto Monetário?

De uns tempos para cá, tornou-se corriqueiro os noticiários apontarem que o Brasil passa por um ciclo de aperto monetário. A expressão tem sido comumente usada na imprensa quando o assunto é economia. O problema é que, a menos que você seja um economista, trabalhe no mercado financeiro ou seja um interessado no assunto, a maioria das pessoas não sabe exatamente o que significa isso. Um ciclo de aperto monetário consiste no período que o Banco Central eleva a taxa de juros. Na maioria das vezes, o principal objetivo da autoridade monetária é conter a inflação. O ciclo de aperto monetário encerra quando a taxa de juros chega ao patamar em que o Banco Central julga necessário para trazer a inflação de volta aos níveis desejados.

O Início do Aperto Monetário no Brasil

Em meados de março de 2021, com a justificativa de alta no preço das commodities, além das políticas fiscais que visavam mitigar os efeitos da pandemia, que fizeram com que as expectativas para a inflação do ano corrente ficassem acima da meta, o Banco Central do Brasil decidiu elevar a taxa de juros em 75 pontos base, chegando ao patamar de 2,75% naquele momento. Desde então, frente ao cenário inflacionário doméstico cada vez mais persistente, a autoridade monetária decidiu por elevar, ininterruptamente, a taxa de juros. Na última reunião, realizada em agosto, o Banco Central decidiu novamente por um novo aumento, dessa vez de 50 pontos base, fazendo com que a taxa de juros chegasse ao patamar atual, 13,75%.

Divergências sobre a condução de Política Monetária

Devido a defasagem da política monetária, que consiste no tempo em que a economia real demora para reagir as ações do Banco Central, levantou-se o questionamento se a autoridade monetária deveria continuar subindo a taxa de juros, uma vez que os efeitos da política monetária ainda não foram vistos na sua integridade na economia real. Em seu último comunicado, o Banco Central deixou aberta a possibilidade de um novo reajuste, de igual ou menor intensidade. Ou seja, elevar a taxa de juros em 50 ou 25 pontos base na próxima reunião. Sendo assim, o mercado se dividiu entre essas duas possibilidades. Por um lado, há quem defenda que o Banco Central deve elevar a taxa em 50 pontos base. Por outro lado, alguns economistas e analistas de mercado dizem que um novo ajuste de 25 pontos base seria o suficiente.  

As visões do mercado

Aqueles que defendem um novo reajuste de igual magnitude por parte do Banco Central elencam alguns argumentos que justificam sua posição. Entre eles, está o fato de alguns itens que compõem o núcleo do índice de preços ainda sofrerem variação positiva, uma vez que, dado que o núcleo é composto por produtos mais essenciais a população, o efeito da política monetária sobre estes itens tende a ser menor. Soma-se a isso o fato de as expectativas do mercado para a inflação de 2023, apuradas pela pesquisa Focus, estarem acima da meta que o Banco Central precisa cumprir, pressionando a instituição a seguir a trajetória altista da taxa de juros.

No sentido contrário a essa interpretação, alguns analistas entendem que um novo ajuste de 25 pontos base é o suficiente para conter a pressão inflacionária. Isso porque, as medidas adotadas pelo Congresso Nacional, que limitou a cobrança de ICMS sobre combustíveis a um teto de 17%, fez com que o preço da gasolina reduzisse consideravelmente. Além disso, com a expectativa por uma queda no nível de atividade global, a cotação do barril de petróleo sofreu sucessivas baixas nas últimas semanas, fazendo com que a Petrobras também reduzisse o preço da gasolina. Todos esses movimentos diminuiriam a pressão inflacionária, dado que a gasolina constitui um dos principais custos de produção de diversos produtos. Logo, não seria necessário que o Banco Central elevasse novamente a taxa de juros em 50 pontos base.   

Contudo, faz-se necessário o acompanhamento dos indicadores macroeconômicos, em especial do nível de preço e atividade, bem como o cenário internacional, a fim de uma melhor compreensão dos próximos passos da política monetária no Brasil.

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