Como funciona a previdência privada?

Já parou pra pensar em como vai se aposentar? A previdência privada é uma alternativa para quem não quer depender apenas do governo para ter uma renda no futuro.

Para ter mais tranquilidade e até mesmo conseguir descansar mais cedo, é possível investir na previdência privada, investimentos em que o dinheiro rende acima da inflação e os rendimentos são pagos em parcelas ao longo de anos.

Se ainda não começou a pensar no seu futuro, fica calmo, que nesse artigo você vai entender a diferencia entre a previdência privada e o INSS, como ela funciona e como você pode começar a construir a sua.

Como funciona a previdência privada?
Como funciona a previdência privada?

Previdência privada X INSS

O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), e um órgão público que arrecada e distribui as contribuições previdenciárias aos trabalhadores.

A contribuição com o INSS é realizada por todo empregado com carteira assinada, descontada diretamente do salário. A contribuição é usada em qualquer momento que a pessoa não esteja exercendo atividade formal remunerada, como desemprego, auxílio doença, pensão por morte aos dependentes e aposentadoria.

O INSS para aposentadoria por idade, só é concedido após pelo menos 15 anos de contribuição, para homens a partir dos 65 anos e mulheres, a partir dos 62. Já para se aposentar apenas por tempo de contribuição, sem ter alcançado a idade mínima, é necessário contribuir 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres).

No caso da previdência privada, a escolha está nas suas mãos, assim como a organização financeira, já que ela não é descontada do salário, é necessário se organizar financeiramente para investir nela todos os meses.

Ao contrário do que muitos pensam, começar a investir em uma previdência privada, ou complementar, não precisa ser caro. Há opções de investimentos a partir de R$100,00.

Além disso, você pode retirar o valor investido a qualquer momento caso precisa dele antes do momento da aposentadoria, os investimentos de previdência privada podem ser utilizados para outros fins, a escolha do investidor.

Assista: Previdência privada vale a pena?

Como funciona a previdência privada

A previdência privada é constituída de fundos de previdência, que muito se assemelham a fundos de investimentos comuns, com a diferença de terem o objetivo de guardar os recursos dos investidores para a aposentadoria.

Existem dois termos que podem se confundir na hora de começar a pesquisar sobre previdência, já que antes de escolher os fundos, é necessário selecionar um plano de previdência. Os planos são os produtos comprados por investidores. Existem dois tipos de planos, que são diferenciados por quem pode ou não participar, são eles:

  1. Planos abertos: Podem ser adquiridos por qualquer pessoa e estão disponíveis em instituições financeiras.
  2. Planos fechados: Também conhecidos como fundos de pensão, atendem apenas funcionários e associados da empresa ou entidade que o criou.

Tipos de previdência privada

Além dos planos abertos e fechados é necessário se atentar também a outras duas categorias de previdência, o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL).

Basicamente, o que os diferencia é o Imposto de renda.

  • PGBL

Nesse plano o IR incide no valor total investido mais os rendimentos, na hora de resgatar os recursos.

Além disso, ele é indicado para quem usa o modelo completo da declaração de Imposto de Renda, uma vez que ele pode ser deduzido da sua renda bruta tributável na declaração, assim como despesas médicas e educação.

Isso permite que o investidor pague um valor menor de importo de renda a cada ano, porém há um limite, o investidor pode aplicar até 12% da sua renda na previdência, ao ano.

  • VGBL

Nessa plano, apenas os rendimentos são tributados na hora do resgate. Ele é indicado para investidores que fazem a declaração de Imposto de Renda no modelo simplificado.

Caso o investidor queria investir mais de 12% da renda na previdência privada, esse plano é mais que indicado.

Custos e taxas

Para investir na previdência privada existem alguns custos, como a taxa de carregamento, um valor descontado das contribuições para remunerar a gestão e distribuição do plano.

Também há a taxa de administração, descontada pelos fundos para remunerar a gestão, assim como é comum em fundos de investimentos.

Porém o principal gasto do investidor que quer começar a investir na previdência é sem dúvida a tributação do Imposto de Renda, o imposto é pago na hora de resgatar os recursos, seja o resgate feito de uma vez ou em parcelas.

Na hora de contratar o plano, o investidor define se deseja ser tributado pela tabela progressiva ou pela regressiva

Na tabela progressiva, a alíquota aumenta de acordo com o valor recebido pelo investidor, podendo chegar a 27,5% do valor. Lembrando que a alíquota é definida na renda total do investidor, somando o rendimento do plano da previdência e outras fontes de renda.

Na tabela regressiva a lógica é contrária. O imposto diminui de acordo com o tempo que o valor fica investido. É uma boa opção para quem pretende manter o investimento por mais de 10 anos, quando a alíquota chega a sua menor taxa, 10%.

É necessário avaliar em quanto tempo você pretende começar a resgatar o valor para definir qual a melhor forma de tributação para seu caso.

Vantagens e desvantagens

Investir em planos de previdência privada é uma ótima solução para investidores que querem uma renda maior no futuro e precisam se organizar, afinal o plano de previdência ajuda a identificar o quanto é necessário investir mensalmente e o quanto o investidor receberá no futuro.

Porém os custos administrativos podem ser altos, a depender do plano de escolha, o que pode deixar de valer a pena para investidores experientes que conseguem administrar uma carteira de investimentos ampla sozinhos.

Na contramão, os benefícios tributários que os planos de previdência oferecem são atrativos e podem suavizar a declaração de IR.

Além disso, é possível migrar entre planos de previdência sem necessidade de resgate dos recursos, por meio da portabilidade de previdência privada, caso o investidor esteja insatisfeito.

Quando começar a investir

O momento ideal para começar a investir sempre é agora. Não importa se voê está pensando em aposentadoria ou qualquer outro tipo de investimento, é importante começar a guardar um valor mensal o quanto antes.

Existem planos de previdência privada que não exigem um valor mínimo inicial, permitindo que o investidor comece com o que tem. Além disso é possível fazer aportes mensais ou esporádicos no seu plano, assim você sempre estará aumentando a sua renda futura.

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